Adrianne Gallinari desponta nos anos 1990 com trabalhos de pintura e desenho. A pintura de cores fortes do início dessa década desloca-se para um desenho com poucas áreas de cor, composto por silhuetas humanas, formas geométricas e palavras, realizado sobre diferentes suportes. Entre 1997 e 2003, realiza um projeto itinerante de desenhos sobre parede nas cidades de São Paulo, Buenos Aires, Nova York, Pontevedra (Espanha), Fortaleza, Pori (Finlândia) e Belo Horizonte, no qual o desenho se relaciona diretamente com a arquitetura do lugar da mostra. A palavra tem um papel preponderante nesses desenhos, gerando áreas de acúmulo semelhantes à trama de linhas. Nos desenhos sobre papel da Série Vermelha, 2003, a artista retoma o uso predominante da cor, como nas pinturas. Com o guache vermelho revela paisagens e silhuetas do corpo feminino.