As primeiras gravuras de Lotus Lobo partem de motivos arquitetônicos ligados a cidades mineiras: portas, sacadas ou torres de igrejas, mantendo, porém, diálogo com a abstração. No ateliê da Escola Guignard, descobre pedras litográficas e chapas de zinco, antigas matrizes para a estamparia de mapas, diplomas e rótulos. Interessada pelos aspectos gráficos e memorialísticos daquelas imagens, passa a realizar uma pesquisa direcionada ao resgate dessas marcas litográficas industriais mineiras, realizando intervenções e utilizando os mais diversos suportes. Posteriormente, cria formas abstratas e orgânicas com base nessas matrizes.